"Escreve com sangue, e descobrirás que o sangue é espírito."
"Friedrich Nietzsche, Assim Falou Zaratustra"
A vida do homem simples se resume em nascer, crescer, trabalhar e morrer, todavia há os que nasceram cuma maldição disfarçada de arte; esse é o tipo de homem que vive em guerra consigo mesmo, num traço tênue entre dois mundos, o real, aquele em que vive o homem simples, e o homem que vive num mundo ao qual denominarei como "O mundo de sangue", em referência a Nietzsche!
O homem, em sua maioria, vive o amor em sua forma a qual a sociedade determina.
"Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção." (Antoine de Saint-Exupéry)
Encontros marcados pelo destino e vividos com seus percalço, amores eternos ou voláteis, líquido segundo referências de Bauman.
Por outra vertente, existe um tipo de homem que carrega algo intrínseco à alma, não posso definir, como já dissera aqui, por maldição, mas, numa visão poética e filosófica, essa é a que vivo...
Olhar o comum, ver o simples, às vezes, é o melhor, mas, viver em busca do extraordinário que nasce de frases escritas com sangue, só os escritores conseguem.
Descobri-me escritor na juventude, quando mandava salmos e reflexões aos amigos; mal sabia que ali era o início duma jornada árdua à noite fria e sombria, uma busca continua por um amor criado num mundo distante, o mundo da alma entrelaçada com o espírito! Escrevo o que a minha alma sente, o que o meu espírito clama a Deus, um grito de socorro através dos versos e trovas, um grito a ela que, em forma de flor, eu a imaginei, do Jardim dos sonhos, eu a inventei! Busco a história de amor a qual escrevo em meu Jardim, busco a ela a qual escrevo cartas de amor, prosas e poemas, versos e canções! Sempre a esperarei, se você virá... Não sei, em meu mundo de sangue, continuarei...
Russiann Poet
Ricardo Maia
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