terça-feira, 27 de maio de 2025

Orée, dualidade que quebra paradigmas, a vida entre o lúdico e o pragmático! capítulo 4

Se eu pudesse resumir a vida em uma só frase, diria:
A vida é uma selva, ou você é o leão, o lobo, a hiena… ou a ovelha que espera pelo fim.
Numa reflexão interna e intrínseca à alma numa luta entre o bem e o mal, deparo-me perante a celebre frase de Nietzsche:
Aquele que combate monstros deve tomar cuidado para não se tornar um.
(Além do Bem e do Mal)

A Luta interna do homem para não se tornar a ruína moral da sociedade é o debate que filósofos, coaches e intelectuais enfrentam por séculos!
A literatura em Letras diz que, em todo discurso, deve-se haver técnica, e, acima de tudo, o conhecimento de mundo!
Para falar de algo deve-se ter a técnica e experiência de mundo!
Na filosofia, digo que deve-se ter:
O poder da leitura normativa e o conhecimento de mundo!
E por que isso importa? Porque estamos sendo manipulados pela história, pela política, pela educação.
Se eu pudesse dar uma lição aqui, diria: estudem a gramática Bechara, sintaxe é a alma da interpretação, crase a direção!

A educação brasileira, hoje, se mistura com:
A falta de técnica dos professores que amam a literatura
Dos linguistas discipulados por Bagno, que ajudou a empurrar a linguagem para um abismo ideológico
Os coaches, como já dissera em capítulos anteriores
E a pior delas: A falsa ideia do mundo ideal criada por perversos à dominação da sociedade...

E é sobre a visão deste enunciado que construirei meu discurso, um discurso em reflexão, não opinião, mas retórica de quem vive a selva da vida.
A minha dualidade começou em 81 ao nascer, sou filho duma pianista professora de história da música e inglês, filho do cara que veio do interior para Niterói ser chapa das Sendas! Apresentado para minha mãe, teve dois filhos!
Não nego que tenho o melhor dos dois, o pior também! Perdi a minha mãe cedo, aos 13 anos! Criado pelo meu pai da forma mais bruta que a vida ensina, agradeço ao meu pai por isso, só que o universo tinha pregado uma peça! A minha veia artística e intelectual vieram totalmente de minha mãe, fora que o sangue do meu pai provém duma professora de português!
Então, este sou eu: um paradigma quebrado!

"Grande parte do pensamento consciente dum filósofo é secretamente influenciado por seus instintos e forçado a caminhos definidos"
Nietzsche / Além do bem e do mal

Nietzsche, em sua filosofia, aborda que todo pensamento intelectual é guiado secretamente pelos instintos; toda verdade, toda filosofia vem de seus impulsos, seus valores herdados ou reprimidos.
Por mais que eu tenha a capacidade intelectual de pensar, escrever textos de amor a ela, a minha natureza é de guerra!
Não me acomodo, tenho vida de atleta, treino musculação, corro, tenho cara de motoqueiro mau encarado; procuro ter uma forma física aparente em treinos de musculação! Não sou um mauricinho engravatado!
As minhas filosofias são de guerra que trazem paz:
"Homens fortes protegem os fracos dos homens fortes que são perversos"
Além do mais, numa vertente mais simples da vida, os meus instintos ditam a minha filosofia formulada numa frase que aprendi duma palavra que provém do francês antigo: "Orée", o limiar da floresta!
Quando entendi o sentido duma pessoa, importante, em minha vida, aprendi o sentido da vida na palavra "Orée", entendi que:

A felicidade é o limiar entre o lúdico e o pragmático
Ricardo Maia / Mundo de Sangue

Para ser feliz, você deve viver entre o lúdico (sonhos) e o pragmático (mundo real). Nisso que se baseia a vida dum homem intelectual e guerreiro! Escrevo o que sonho, vivo a guerra diária da selva sendo leão e lobo, às vezes, pensando como hienas, mas jamais como ovelha para o abate!
Grandes reis tiveram essa dualidade. Um grande nome que forja o meu pensamento é Alexandre, o Grande do Reino da Macedônia que quando tinha cerca de 13 anos, Alexandre foi educado por ninguém menos que Aristóteles, um dos maiores filósofos da história!
Isso reverbera o ideal da vida que é sonhar com os pés nos chão, mas nunca deixar de sonhar!
Como já dissera aqui, a felicidade é o limiar entre o lúdico e o pragmático! Assim como sonho com ela que me dá força e me guia sem saber!
Alguém me disse algo que quero compartilhar com o mundo:

"Ricardo...
Então sim, continue escrevendo mundos, mas lembre-se: até os deuses mortais têm pés de barro.
Guarde-a na alma, mas viva a vida de carne. E se ela nunca mais falar com você
que ela seja musa, mas não prisão."

Então, viverei a minha dualidade poética e de guerra, onde a prisão da alma é o destino, a da vida, o acaso!"

Ricardo Maia
Russiann Poet 

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